Fitness está a evoluir para plataformas orientadas por dados, híbridas e hiperpersonalizadas, diz Industry Report 2026 da BHOUT

Fitness está a evoluir para plataformas orientadas por dados, híbridas e hiperpersonalizadas, diz Industry Report 2026 da BHOUT

O fitness está a entrar numa nova fase, marcada por uma integração crescente entre tecnologia, dados, personalização e experiência. Essa é uma das principais conclusões do Industry Report 2026, desenvolvido pela BHOUT, que identifica uma transformação estrutural no setor: o exercício deixa de ser visto apenas como uma prática física e passa a ser cada vez mais desenhado como uma experiência conectada, adaptativa e orientada por dados.

Segundo o relatório, o mercado global de tecnologia fitness deverá crescer de 61,7 mil milhões de dólares em 2024 para 135,9 mil milhões em 2033, o que corresponde a uma taxa de crescimento anual composta de 9,17%. Já o mercado global de software de fitness e wellness deverá atingir 133,7 mil milhões de dólares até 2030, face aos 81,9 mil milhões registados em 2024, refletindo a consolidação da componente digital como parte estrutural da experiência fitness.

A mesma tendência é visível no segmento de hyper-personalized fitness, que, de acordo com o relatório, deverá passar de 4,63 mil milhões de dólares em 2025 para 26,16 mil milhões em 2035, com uma taxa de crescimento anual composta de 18,9%. Para a BHOUT, esta evolução confirma uma mudança clara: o setor está a afastar-se de modelos padronizados e a aproximar-se de experiências mais inteligentes, contextuais e ajustadas ao utilizador em tempo real.

 

O relatório identifica vários vetores que estão a acelerar esta transição. Entre eles estão o crescimento do treino guiado por dados, a integração de wearables e plataformas digitais, a consolidação do modelo híbrido e a utilização de inteligência artificial, sensores avançados, biofeedback e ambientes imersivos para adaptar a experiência ao estado físico e emocional de cada utilizador. Em vez de se limitarem a apresentar métricas, estas tecnologias passam a ter um papel ativo na personalização do treino e na criação de experiências mais relevantes.

Na secção dedicada à inteligência artificial e às experiências imersivas, o Industry Report 2026 conclui que o fitness está a deixar de ser apenas digital para se tornar inteligente, contextual e profundamente personalizado. A análise refere que esta nova vaga tecnológica combina dados biométricos, adaptação em tempo real, gamificação e estímulos sensoriais para criar sessões mais envolventes e mais alinhadas com as necessidades concretas dos utilizadores.

 

O relatório destaca também a consolidação do digital como parte essencial da experiência fitness. As aplicações móveis deixam de funcionar apenas como complemento e passam a integrar monitorização, continuidade e flexibilidade, acompanhando a evolução de um modelo híbrido em que a experiência se prolonga para lá do espaço físico. Segundo os dados reunidos no documento, as aplicações de fitness registaram quase 850 milhões de downloads e cerca de 370 milhões de utilizadores, reforçando o peso crescente desta dimensão no setor.

 

Outra das conclusões do relatório é que a oportunidade para o setor já não está apenas na recolha de dados, mas na capacidade de os transformar em motivação real. O documento identifica como desafio central a passagem de métricas estáticas para feedback orientado para a ação, capaz de ajustar contexto, desafio e estímulos ao estado real de cada pessoa. Nesta perspetiva, dados, personalização, retenção e valor de vida do cliente passam a integrar o novo sistema operativo da experiência fitness bem-sucedida.

 

Para a BHOUT, esta mudança abre espaço para modelos que cruzam tecnologia, ciência comportamental e experiência imersiva. O relatório enquadra este movimento como parte de uma redefinição mais ampla do setor, em que o futuro do fitness dependerá cada vez menos de formatos standard e tradicionais e cada vez mais da capacidade de construir experiências adaptativas, contínuas e emocionalmente relevantes.

 

Durante muito tempo, a indústria tratou a inconsistência como um problema de disciplina. O que os dados mostram é que a continuidade depende cada vez mais da forma como a experiência é desenhada, nomeadamente ao nível da personalização, do feedback e do envolvimento do utilizador”, afirma Mauro Frota, CEO da BHOUT.

 

O Industry Report 2026 conclui assim que a próxima fase de crescimento do setor será marcada pela convergência entre tecnologia, personalização, modelo híbrido, comunidade e design de experiência, num mercado em que a inovação deixa de ser acessória e passa a estar no centro da proposta de valor. 

Bhout Club foi eleito Produto do Ano 2026 na categoria “Ginásios FitBoxing”